quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Setembro

Semana 1
Apicultores queixam-se a tribunal europeu que o seu mel foi contaminado com OGM


Apicultores da Baviera, Alemanha, queixaram-se ao Tribunal Europeu de Justiça que o seu mel foi contaminado por um campo de milho transgénico vizinho. Ontem, o tribunal decidiu a seu favor, abrindo caminho para o pedido de compensações.
As colmeias situam-se a 500 metros de um campo de ensaio de milho transgénico MON810 da Monsanto e, segundo os apicultores, o mel apresentava vestígios de pólen OGM (organismos geneticamente modificados). Por isso, o mel não pôde ser vendido, razão pela qual os apicultores pedem uma indemnização ao governo da Baviera.

Segundo a decisão do Tribunal de Justiça Europeu, mesmo que não intencionalmente, se o mel tiver vestígios de OGM deve ser rotulado como tal. Esta decisão poderá abrir caminho para o pedido de compensações a empresas de biotecnologia ou aos governos que autorizam os campos de ensaio.

Um porta-voz da União Europeia, citado pelo site Euractiv, comentou que a decisão do tribunal poderá afectar as importações de mel de países como a Argentina, onde as culturas transgénicas estão muito desenvolvidas. Actualmente, a União Europeia produz por ano 200 mil toneladas de mel e precisa importar mais 140 mil toneladas, lembra o jornal “The Guardian”.

A multinacional Monsanto garante que não há razões para preocupações, em relação ao milho MON810, aprovado para cultivo na UE em 1998.

Organizações não governamentais de Ambiente e o partido Os Verdes no Parlamento Europeu já saudaram a decisão do tribunal, considerando-a uma vitória para os apicultores, consumidores e agricultura tradicional. Ontem, activistas da organização Amigos da Terra manifestaram-se à porta da sede da Monsanto, em Bruxelas.

Stefanie Hundsdorfer, da organização Greenpeace, fala em “poluição genética” e lembra que a decisão “salienta que as agriculturas tradicional e a transgénica não podem co-existir. Quando uma cultura OGM é plantada ao ar livre, é impossível conter a contaminação”.

José Bové, eurodeputado francês conhecido pela sua oposição aos transgénicos, vai mais longe. “Os apicultores são impotentes em evitar a contaminação do seu mel com pólen OGM. A única maneira segura é uma moratória total aos OGM na Europa”, disse, citado pelo jornal “The Guardian”.

Por seu lado, Guy Poppy, director do centro para as ciências biológicas da Universidade de Southampton, disse ao mesmo jornal que aquele “mel é tão seguro como qualquer outro. Não há qualquer questão de segurança”.
http://www.publico.pt/Mundo/apicultores-queixamse-a-tribunal-europeu-que-o-seu-mel-foi-contaminado-com-ogm-1510822
Algo importante para combater as contaminações é pedir apoio a Justiça e isso é correto, pois o governo começa a cuidar dos apicultores e assim a população pode ser salva.
Semana 2

Governo desmente risco de vazamento em central atômica
Segundo autoridades, este teria sido um acidente industrial - mas não nuclear

A central de reciclagem de material nuclear de Marcoule, no sul da França (Sebastien Nogier/Reuters)
Após uma explosão na central de reciclagem de material nuclear de Marcoule, sul da França, nesta segunda-feira, a Autoridade de Segurança Nuclear da França (ASN) e o Ministério da Energia francês informaram que não há riscos de vazamento de material radioativo. Ao menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após o acidente em uma fornalha do complexo nuclear.
A central de Marcoule produz o combustível MOX, que recicla plutônio de armas nucleares, mas não inclui qualquer reator. Mesmo assim, mais cedo, bombeiros e a prefeitura da cidade avisaram que, embora não houvesse vazamento até o momento, cuidados estavam sendo tomados por conta do risco.
Já a ASN afirmou que, de acordo com as primeiras informações, explodiu um forno usado para fundir os resíduos radioativos metálicos de leve e muito leve atividade. Segundo um porta-voz da estatal Électricité de France (EDF), cuja filial Socodei opera o centro situado em Marcoule, este foi um acidente industrial, e não um acidente nuclear.

"Nesse tipo de forno, há dois tipos de resíduos: resíduos metálicos (válvulas, bombas, ferramentas) e resíduos combustíveis, como luvas ou combinações de trabalho dos técnicos", explicou a EDF. "O incêndio causado pela explosão foi controlado", acrescentou.

Esclarecimentos - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) solicitou às autoridades francesas esclarecimentos sobre a explosão registrada nesta segunda-feira. "Estamos em uma fase muito adiantada. Pedimos mais informações às autoridades francesas. Devemos esperar e ver o que acontece", afirmou em entrevista coletiva concedida em Viena Yukiya Amano, diretor-geral da AIEA.

"Iniciamos nosso trabalho sobre este assunto imediatamente depois do acidente. Estamos pedindo informações", concluiu o responsável máximo da AIEA, a agência da ONU encarregada de zelar pelo uso seguro e pacífico da energia nuclear.
O episódio ocorreu por volta das 11h45 do horário local (6h45 de Brasília) na usina de tratamento de resíduos nucleares. A empresa francesa Areva, por sua vez, indicou que o incidente aconteceu no local onde a elétrica EDF atua. O complexo nuclear está situado junto ao rio Ródano e não longe da cidade de Orange, no departamento de Gard, cuja capital é Nîmes, perto da costa mediterrânea da França.

Devemos ter cuidado com explosões radioativas, pois podem acabar nos matando e também várias outras pessoas.
Semana 3
Índia considera que energia nuclear é vital para os países emergentes

A energia nuclear continua a ser vital para os países emergentes ou em desenvolvimento, apesar do acidente na central de Fukushima, no Japão, considerou hoje em Viena o director da agência de energia atómica indiana.
“O papel da energia nuclear, enquanto fonte de abastecimento de eletricidade segura, fiável e limpa, e enquanto resposta às preocupações relativas às alterações climáticas, não deve ser subestimado”, disse Srikumar Banerjee, durante a 55ª conferência geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

“Isso é ainda mais verdade para os países em desenvolvimento ou emergentes que queiram uma melhor qualidade de vida para as suas populações”, argumentou.

A crise de Fukushima levou vários países a rever a sua estratégia em matéria de energia. Por exemplo, a Alemanha e a Suíça decidiram abandonar, progressivamente, o nuclear. Outros, como os Estados Unidos e a França, reafirmaram o seu compromisso para com esta fonte de energia.

A China é considerada, com a Índia, como um dos principais mercados de crescimento para a energia nuclear. Segundo o jornal económico Zhongguo Zhengjuan Bao de hoje, a China prevê retomar no início de 2012 as autorizações para novos projetos de centrais nucleares, suspensos desde o acidente de Fukushima, a 11 de Março.

A conferência da AIEA, que reúne 151 países, deverá durar até sexta-feira.
A energia nuclear pode ser beneficio para a população mas deve ser feita em um país que não ocorra desastres naturais com frequência e o Japão é a prova disto.
Semana 4

Casos de doença ligada a melão contaminado devem crescer nos EUA

Até agora, 13 pessoas morreram em 18 estados, segundo o governo.
Bactéria 'Listeria monocytogenes' causa a listeriose, perigosa para grávidas.

Os casos da doença listeriose -relacionada ao consumo de melões contaminados- devem aumentar até outubro nos Estados Unidos, alertaram nesta quarta-feira (28) as autoridades sanitárias do país.
A previsão é de que mais contaminados pela bactéria Listeria monocytogenes apresentem os sintomas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
Até agora, 13 pessoas morreram e 72 foram contaminadas em 18 estados do país.
A bactéria Listeria monocytogenes foi encontrada em melões contaminados na fazenda Jensen Farms, localizada na cidade de Granada, no estado de Colorado.
Com sintomas parecidos com os de gripe, a listeriose pode causar dores musculares e febre.
A doença é mais grave em grávidas - elas podem até perder o bebê ou a criança pode nascer com meningite. Segundo o CDC, idosos, recém-nascidos e adultos com as defesas do corpo enfraquecidas também são alvos mais fáceis para a infecção.
Quatro tipos diferentes da bactéria já foram detectados em até 18 dos 50 estados norte-americanos desde o início do surto, em 15 de agosto. Já as mortes aconteceram somente nos estados de Coloroado, Kansas, Maryland, Missouri, Nebraska, Novo México, Oklahoma e Texas.
A própria fazenda solicitou que seus produtos fossem recolhidos depois da agência que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos (FDA) ter identificado a origem do foco.
O tipo de melão infectado é conhecido como Rocky Ford - nome de uma cidade no Colorado famosa por esta variedade da fruta. Mas as autoridades sanitárias do país alertam que a Listeria pode crescer em outros tipos de melões, guardados dentro ou fora da geladeira.
A contaminação de alimentos deve ser impedida rapidamente, pois isso é algo que todos nós utilizamos e se não for “remediada” esta situação pode piorar.

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