terça-feira, 30 de agosto de 2011

Agosto


Semana 1





Maré negra de cargueiro naufragado polui praias de Bombaim
08.08.2011
AFP, PÚBLICO


As praias de Bombaim, na Índia, estão poluídas com o crude libertado por um cargueiro que naufragou quinta-feira ao largo daquela região. As autoridades tentam hoje limpar a mancha negra que já tem um raio de 13 quilómetros.

Ontem, na praia de Juhu Chowpatty, em Bombaim, vários banhistas mostravam aos jornalistas as suas mãos negras com uma mistura de crude, água e areia.

Segundo a Direcção-Geral da Navegação, o organismo indiano de vigilância marítima, o crude está a escapar-se dos destroços do cargueiro “MV Rak Carrier”, com pavilhão do Panamá, à razão de 1,5 a duas toneladas por hora. A maré negra tem agora um raio de 13 quilómetros em redor do navio.

O cargueiro, com 220 metros de comprimento, transportava 60 mil toneladas de carvão mineral, cerca de 340 toneladas de fuelóleo. Seguia da Indonésia em direcção ao estado indiano de Gujarat quando, na noite de quarta para quinta-feira foi apanhado no meio de uma tempestade. Na manhã seguinte começou a naufragar. A tripulação foi resgatada pelas autoridades indianas.

Hoje, a polícia marítima e as equipas de luta contra a poluição tentam neutralizar a maré negra, utilizando produtos químicos dispersantes. As autoridades já pediram aos pescadores para evitarem aquela zona, mesmo que a actividade já estivesse proibida por causa das chuvas habituais desta altura do ano.



As praias devem se preparar, pois petroleo foi derramado e consequentemente alguns animais morrerão e ninguém deverá entrar na água para não se contaminar.












Semana 2



Radiação de Fukushima é detectada na Califórnia, afirma estudo


Nível que atingiu a Califórnia é baixo e não ameaça a população.
Registro serviu para calcular volume do vazamento ocorrido em março.


Dados coletados na costa oeste dos Estados Unidos podem ajudar a entender melhor o que aconteceu na usina nuclear de Fukushima, no Japão, no último mês de março. Após o terremoto e o tsunami que atingiram o país, reatores foram danificados, e assim ocorreu o pior acidente nuclear desde a explosão na usina soviética de Chernobyl, na atual Ucrânia, em 1986.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (UCSD), fazia medições constantes do ar para um estudo do clima da região. Em 28 de março, os aparelhos dos cientistas norte-americanos passaram a detectar a presença de enxofre radioativo no ar, na forma de gás e de partículas.

Exatos 15 dias antes, os japoneses passavam por um momento delicado na tentativa de controlar o aquecimento dos reatores. Sem as bombas principais, eles tiveram de recorrer à água do mar para resfriar os tanques.



O contato dessa água com o reator deu origem a moléculas que continham enxofre radioativo. Por conta disso, o período em que a água do mar foi usada correspondeu aos índices mais altos. Nas correntes de ar, elas atravessaram os cerca de 8.800 km sobre o Oceano Pacífico que separam o Japão e a Califórnia e chegaram à cidade de La Jolla, perto de San Diego.

Segundo Mark Thiemens, pesquisador da UCSD que conversou com o G1, o movimento do vento pode ser considerado normal, mas nada garantia que seria possível fazer a medição na América do Norte. “Se tivesse chovido por quatro dias, ou se o vento fosse em outra direção, não teríamos nada para medir, então tivemos sorte”, reconheceu.

Sem risco
O químico explicou ainda que o nível de radiação que chegou aos EUA foi muito baixo e não oferecia nenhum risco à população. Mesmo tendo em vista locais mais próximos ao Japão, como o Havaí, ele descarta tal ameaça.

De toda forma, as medições feitas na Califórnia são de grande valia para as autoridades japonesas, pois permitem saber melhor o que aconteceu na usina. “Não dá para entrar no reator, nem para mandar um robô para dentro dele para saber como está”, disse Thiemens.

O cientista foi o autor da pesquisa publicada nesta segunda-feira (15) pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, que calculou quanta radioatividade escapou da usina: 400 bilhões de nêutrons por metro quadrado entre 13 e 20 de março. Isso é 365 vezes a quantidade natural.

Thiemens disse ainda que esta foi uma boa oportunidade para rastrear o enxofre. Normalmente, é possível medir os níveis das substâncias no ar, mas não dá para saber de onde ele vem. Nesse caso, a radioatividade funciona como um marcador: como tinha acontecido um vazamento no Japão, o país seria a única origem de uma grande quantidade de enxofre radioativo.

“Ninguém vai provocar um vazamento radioativo de propósito, por isso essa é uma oportunidade única para estudar o ciclo do enxofre”, apontou o químico. Segundo ele, é importante estudar esse ciclo, que influencia a natureza em vários aspectos – como o clima, por exemplo.


 Com a explosão das usinas japonesas, o mundo inteiro deve se cuidar e se preparar com uma possível radiação.

Semana 3



Parte de Copenhaga sem água potável devido a poluição provocada por bactérias e-coli

20 | 08 | 2011 22.01H



Parte da capital dinamarquesa ficou hoje privada do fornecimento de água potável depois de análises terem revelado a presença de bactérias e-coli, cuja origem não foi ainda determinada, anunciaram as autoridades municipais de Copenhaga.



“Os testes realizados revelam que parte de Norrebrod e uma outra zona de Copenhaga foram afectadas”, segundo um comunicado municipal, que revela que a poluição foi detectada na sexta-feira no decurso da análise diária de rotina.

Para evitar o corte de água, os consumidores das zonas afectadas, no norte e centro da capital, foram aconselhados a fervê-la antes de beber, até que sejam conhecidos os resultados das análises de domingo.

Entretanto, foi já iniciada uma operação de limpeza na rede de distribuição de água na zona infectada e as análises efectuadas revelam uma diminuição na contaminação, segundo um comunicado municipal.


 A água é a fonte da vida do ser humano e ela é realmente necessitada mas ela está contminada e não pode ser usada.



Semana 4



  • Usinas de energia nuclear para Lua e Marte são projetadas


As primeiras usinas de energia nuclear para os futuros assentamentos na Lua e em Marte já estão a caminho, anunciou neste domingo o responsável pelo projeto no encontro anual da Sociedade Americana de Química, realizado em Denver.

James Werner, diretor do Laboratório Nacional de Idaho, do Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês), e sua equipe devem finalizar uma demonstração desta tecnologia no início de 2012.

A construção destas usinas serviria para produzir a eletricidade necessária para as bases permanentes - habitadas ou não - na Lua, em Marte e em outros planetas aos quais as naves espaciais conseguissem chegar no futuro.

Trata-se de um projeto conjunto entre o DOE e a Nasa (agência espacial americana), que estabeleceu como metas chegar a um asteroide em 2025 e a Marte em 2030.

Segundo explicou Werner, as novas tecnologias de fissão para a aplicação de energia a esse tipo de superfícies são muito diferentes das aplicadas a estações de energia nuclear na Terra, que necessitam de grandes espaços por suas dimensões e suas grandes estruturas, como as torres de refrigeração.

"As pessoas nunca reconheceriam o sistema de energia de fissão (em Marte ou na Lua) como um reator de energia nuclear", afirmou Werner. O cientista explicou que o sistema poderia ter aproximadamente 30,5 centímetros de largura por 61 de altura, "aproximadamente o tamanho de uma mala de mão" e não necessitaria de torres de refrigeração.

Werner afirmou que "um sistema de energia de fissão é uma unidade compacta, confiável e segura, que pode ser fundamental para a criação de bases em outros planetas".

As células fotovoltaicas e o combustível foram os pilares para a geração de eletricidade para as missões espaciais até agora, mas apesar da energia solar funcionar bem nas órbitas terrestres, os especialistas garantem que a energia nuclear oferece algumas características únicas.

"A maior diferença entre os reatores de energia solar e nuclear é que os reatores nucleares podem gerar energia em qualquer ambiente", explicou Werner. "A tecnologia de fissão nuclear não depende da luz solar, por isso é capaz de produzir grandes quantidades constantes de energia durante a noite ou em entornos hostis, como os da Lua e Marte", afirmou.

Como exemplo, indicou que um sistema de energia de fissão na Lua poderia gerar 40 quilowatts ou mais de energia elétrica, aproximadamente a mesma quantidade de energia necessária para alimentar oito casas na Terra.

"A tecnologia de fissão nuclear pode ser aplicada na Lua, em Marte ou onde a Nasa necessitar de energia contínua", indicou Werner.


 Com novas usinas, não necessitaremos criar mais usinas nucleares, mas não devemos acabar com a lua ou com Marte.

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