Asteroide de 400 metros de diâmetro passa raspando pela Terra
quarta-feira, 9 de novembro de 2011 10:23 BRST
Por Irene Klotz
CABO CANAVERAL, Estados Unidos (Reuters) - Um asteroide preto, do tamanho de um porta-aviões, passou perto da Terra na terça-feira, para alegria dos astrônomos interessados em descobrir sua composição e origem.
O 2005 YU 55, com 400 metros de diâmetro, é o maior asteroide a passar perto da Terra desde 1976. Às 21h28 de terça-feira (hora de Brasília), ele chegou a cerca de 322 mil quilômetros da Terra, ou seja, dentro da órbita da Lua. Apesar da proximidade, o asteroide não representou uma ameaça ao planeta.
Milhares de astrônomos profissionais e amadores voltaram seus telescópios para esse corpo celeste, que só foi visível no Hemisfério Norte.
"Foi bastante fácil de encontrar", disse à Reuters Ronald Dantowitz, diretor do Observatório do Centro Clay, um instituto astronômico estudantil de Brookline, Massachusetts. "Ele está se movendo de forma diferente das estrelas. Parece uma rocha gigante flutuando pelo espaço."
O YU 55 passou pelos arredores da Terra a 48 mil quilômetros por hora. Os astrônomos acreditam que há milênios o asteroide visite o nosso planeta. É possível que ele tenha sido "cutucado" pela gravidade de Júpiter para fora do Cinturão de Asteroides que existe além de Marte.
Os modelos informatizados usados pela Nasa indicam que não há chance de colisão do YU 55 com a Terra ou com a Lua nos próximos cem anos. Depois disso, não há previsão exata, mas os cientistas acreditam que ele continuará não sendo uma ameaça.
Os astrônomos buscam nos asteroides pistas para a formação do Sistema Solar. O fato de um deles passar tão perto da Terra permite economizar milhões de dólares e anos de trabalho que seriam necessários para o envio de uma sonda.
Acredita-se que o YU 55 seja um asteroide do tipo mais comum, rico em carbono, só que maior que a média. Suas antiquíssimas rochas podem conter água, metais e outros materiais eventualmente úteis para exploradores espaciais do futuro.
Atualmente, a Nasa planeja uma missão tripulada a um asteroide, com a meta de realizá-la em 2025.
Se um meteoro atingisse a Terra, dependendo de sua escala e matasse todos os animas , toda a vida morreria, pois as plantas sobreviventes não realizariam fotossíntese e se as plantas morressem, os animais morreriam pela falta de oxigênio.
Contaminação do Mediterrâneo por metais pesados começou há 2800 anos16.11.2011PÚBLICO
O ser humano começou a contaminar o mar Mediterrâneo com metais pesados há 2800 anos, revela uma investigação dirigida pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha.
A equipa de investigadores liderada por Miguel Ángel Mateo, do CSIC, analisou os sedimentos acumulados no fundo do mar na baía de Port Lligat, em Girona, Catalunha. Mais concretamente nas pradarias de Posidonia oceanica, planta marinha que cobre 69% dos fundos da baía e se estende por 94.315 metros quadrados.
Na análise dos sedimentos, que atingem os cinco metros de espessura e reflectem 4500 anos de história, os investigadores descobriram “indícios do desenvolvimento mineiro, metalúrgico, cultural e tecnológico das civilizações dos períodos grego e romano”, diz o CSIC em comunicado. A concentração de metais começou a aumentar há 2800 anos. Depois, há 2500 anos, ocorreu uma subida nas quantidades de zinco, chumbo, cádmio, cobre, arsénio e ferro, especialmente durante o período romano.
“Ao longo dos últimos 1200 anos, o Mediterrâneo registou um aumento gradual da presença de metais, que se acelerou de forma notável nos últimos 350 anos, a partir da Revolução Industrial”, acrescenta o CSIC. Nesta época aumentaram o zinco, arsénio e chumbo.
O investigador daquele centro, Óscar Serrano, considerou que as plantas marinhas do fundo do Mediterrâneo “são um registo privilegiado para a reconstrução do passado na costa mediterrânea, uma área especialmente exposta às perturbações naturais e antropogénicas”. Além disso são “um grande filtro para a poluição na primeira linha de costa”.
Os resultados da investigação foram publicados na revista “Science of the Total Environment”.
Na análise dos sedimentos, que atingem os cinco metros de espessura e reflectem 4500 anos de história, os investigadores descobriram “indícios do desenvolvimento mineiro, metalúrgico, cultural e tecnológico das civilizações dos períodos grego e romano”, diz o CSIC em comunicado. A concentração de metais começou a aumentar há 2800 anos. Depois, há 2500 anos, ocorreu uma subida nas quantidades de zinco, chumbo, cádmio, cobre, arsénio e ferro, especialmente durante o período romano.
“Ao longo dos últimos 1200 anos, o Mediterrâneo registou um aumento gradual da presença de metais, que se acelerou de forma notável nos últimos 350 anos, a partir da Revolução Industrial”, acrescenta o CSIC. Nesta época aumentaram o zinco, arsénio e chumbo.
O investigador daquele centro, Óscar Serrano, considerou que as plantas marinhas do fundo do Mediterrâneo “são um registo privilegiado para a reconstrução do passado na costa mediterrânea, uma área especialmente exposta às perturbações naturais e antropogénicas”. Além disso são “um grande filtro para a poluição na primeira linha de costa”.
Os resultados da investigação foram publicados na revista “Science of the Total Environment”.
Nós devemos cuidar dos mar, rios, oceanos, etc, pois eles carregam algo que nos dá vida: a água que se continuarem assim, não haverá mais.
Gases do efeito estufa alcançam nível recorde, diz ONU
segunda-feira, 21 de novembro de 2011 17:25 BRST
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Por Tom Miles
GENEBRA (Reuters) - A concentração dos três principais gases de efeito estufa que causam o aquecimento global chegou a um nível recorde e eles vão permanecer na atmosfera pela próximas décadas, mesmo que o mundo parasse com as emissões hoje, alertou a agência meteorológica da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira.
Em seu Boletim sobre os Gases de Efeito Estufa, de periodicidade anual, a Organização Meteorológica Mundial informou que dióxido de carbono, metano e óxido nitroso estavam agora mais predominantes na atmosfera do que em qualquer outro momento desde a Revolução Industrial.
O efeito de aquecimento causado pelos gases de efeito estufa -- o montante líquido de radiação entrando na atmosfera -- aumentou em 29 por cento desde 1990 e em 1,4 por cento de 2009 a 2010, último ano para o qual há dados disponíveis, disse a agência.
Na semana passada, cientistas da ONU afirmaram que o século atual ainda terá ondas de calor mais intensas, secas, inundações e tempestades maiores por causa do aquecimento global.
O relatório da agência mede a quantidade total de gases de efeito estufa na atmosfera, com base em estações de monitoramento em mais de 50 países. Foram consideradas as emissões e processos de absorção naturais -- chamados "fontes e sumidouros" -- bem como as emissões causadas pela atividade humana.
O dióxido de carbono, responsável por 80 por cento do efeito do aquecimento global ao longo das últimas duas décadas, tem aumentado rapidamente com o uso de combustíveis fósseis. Mas quase a metade do dióxido de carbono provocado pelo uso de combustíveis fósseis desde 1958 foi removida pelos oceanos e plantas em solo, disse o relatório.
O segundo mais importante gás de efeito estufa, o metano, vem aumentando nos últimos cinco anos após ter ficado estabilizado entre 2000 e 2006, por razões que não são totalmente compreendidas.
O terceiro maior gás de efeito estufa é o óxido nitroso, que pode reter quase 300 vezes mais calor que o dióxido de carbono. Sua principal fonte humana é o uso de fertilizantes baseados em nitrogênio, que, segundo o relatório, "afetaram profundamente o ciclo mundial do nitrogênio".
O impacto do uso de fertilizantes é tão marcante que mais óxido nitroso é detectado no hemisfério norte, onde é maior o uso de fertilizantes.
O relatório da semana passada dos cientistas da ONU insistiu que os países elaborem planos de gestão de desastres por causa da ameaça do aquecimento global.
No entanto, os dados da agência de meteorologia não mostraram nenhuma pausa no aumento dos gases de efeito estufa, e os autores do relatório disseram que é preciso fazer mais pesquisas para ajudar a entender quais políticas teriam mais efeito.
Até agora, o impacto discernível mais claro de uma decisão política foi a diminuição nos clorofluorcarbonetos, ou CFCs, que foram banidos porque causaram destruição da camada de ozônio.
Mas os HFCs, os químicos que substituíram os CFCs, também são gases de efeito estufa e sua abundância na atmosfera, embora ainda pequena, está agora aumentando a um ritmo rápido.
Com o efeito estufa o planeta fica mais quente, matando muitas pessoas pelo seca dos rios, e ainda põe em risco o equilíbrio ecológico.
TepCo não considerou "realista" possibilidade de tsunami de grande dimensão em Fukushima
publicado 07:50 28 novembro '11
A Tokyo Electric Power (TepCo), operadora da central nuclear de Fukushima, considerou, em 2008, "não ser realista" a possibilidade de um tsunami com mais de dez metros atingir a infraestrutura e descartou melhorar a proteção, informou hoje a agência Kyodo.
TepCo não considerou "realista" possibilidade de tsunami de grande dimensão em Fukushima
Um departamento interno elaborou, há três anos, um estudo de proteção em que levantou a hipótese de um tsunami de 10,2 metros vir a afetar a central nuclear, desenhada na década de 1970 para resistir a ondas até 5,7 metros.
De acordo com a Kyodo, que cita fonte da TepCo, os responsáveis do departamento de supervisão nuclear insistiram, na altura, que o risco de um tsunami de mais de dez metros não era realista e negaram a necessidade de introduzir melhorias imediatas com vista a proteger a central.
A 11 de março, ondas até 15 metros provocadas pelo sismo de magnitude 9 na escala de Richter atingiram a central, paralisando os sistemas de refrigeração dos reatores.
Um porta-voz da TepCo indicou que a elétrica pretendia utilizar as conclusões do estudo para melhorar a gestão das instalações depois de as estimativas que continha serem revistas por uma sociedade nacional de engenharia.
O acidente de Fukushima é o mais grave desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, tendo forçado à retirada de cerca de 160 mil pessoas.
O Japão deve se cuidar com o que fazem, já estão em alto risco biológicom, e se vir mais um tsnunami pode acabar com mais vidas da região abalando eles mesmos ou ainda o equilibrio ecológico.
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